domingo, 1 de fevereiro de 2009



Há uns 20 minutos tem um labrador igual a minha Mel chorando debaixo da minha janela. Revirando o jardim procurando comida... E eu não posso fazer nada, porque não tenho como recolher um cachorro desse tamanho e nem tenho nada aqui que possa servir de comida para ele.

Eu não sou uma ativista do PETA ou do Greenpeace ou da WWF, mas, acredito que se uma pessoa tem que pensar muito quando vai adotar um cachorro, um gato, um peixe. Um bichinho desses é como um filho que nunca vai crescer, que sempre vai depender de você, até que ele fique bem velhinho e morra. E no caso de um cachorro, isso pode durar mais de 15 anos.


Aqui em Santiago não tem carrocinha, nem abrigo para animais. Então os cachorros ficam nas ruas soltos, abandonados, e não só os vira-latas, os de 'marca' também. Eu falo dos de raça, porque se supõe que o cachorro foi comprado, por um preço bem alto e que a pessoa que tem dinheiro pra comprar um desses, deve ter um nível cultural um pouco melhor do que quem não tem. O que leva uma pessoa a soltar um bichinho indefeso na rua, que não sabe pedir comida?

A Mel não é um exemplo de educação e bons modos, mas ela é linda e me faz muito feliz. Eu fico aqui morrendo de saudades dela. Ainda bem que moro numa casa em SP e que todo mundo lá trata ela bem. Muito bem. E por mais mal educada que ela seja, por mais cara que seja a ração que ela coma ou que tenha que fazer inúmeras cirurgias pra curar seu problema coxo femural, eu NUNCA abandonaria ela na rua. Nem ela, nem nenhum outro bichinho que eu venha a ter.



2 comentários:

Daniele Fátima disse...

Que dó, Vivis! Li no Twitter o drama do cachorro. É muita maldade fazer isso com um animal. :(

Bruna disse...

Nunca abandonaria também.
Se eu tivesse dinheiro, adotaria todos, mesmo os da rua, vira-latas! :)