domingo, 14 de junho de 2009

Sad, but true...

Tá quase virando uma tradição churrasco e pôquer na casa do chefe aos domingos. É divertido, porque assim ninguém fica sozinho, deprimido, nos domingos frios e chuvosos aqui de Santiago.

Aí hoje, estávamos os patetas todos falando sobre namoros à distância e a possibilidade de levar a namorada (o), namorida (o), ou qualquer coisa que o valha nesta vida cigana que levamos trabalhando para esta companhia.

Nessa hora eu fiz uma pergunta que ninguém soube me responder: e quando eu, que sou uma das poucas mulheres da empresa que levam vida nômade, quiser ter uma família? Filhos, marido, essas coisas. Não penso nisso agora, mas uma hora eu vou querer, tenho certeza.

E agora José? O que eu vou fazer? Vou ter que escolher entre minha carreira (momento você sa) e entre uma família. Mesmo agora, se eu me apaixono por alguém, como é que eu vou fazer? Gastar rios de dinheiro voltando pra casa uma vez por mês? Sustento o cara? Largo tudo e vou viver de amor? Eu não tinha parado pra pensar nisso ainda não. E fiquei assustada e assustei as pessoas dizendo que não abro mão da minha vida por ninguém não. Nem pelos meus pais, que me criaram e talz. Mas então estou condenada a ser uma pessoa sozinha?

Porque vejam bem, eu não pretendo voltar pro Brasil pelos próximos 5 anos. Só a passeio. E daqui a cinco anos eu vou ter quase 35. E aí, serei a tia solteira, independente que mora no exterior e aparece de vez em quando?

Não tinha pensado nisso até a conversa de hoje à tarde, quando meu amigo me disse que o “namoro” estava em crise porque a namoradinha disse que não vê futuro pra eles. (está entre aspas porque, me desculpa, mas um namoro que você só viu a pessoa dois finais de semana em quatro meses de namoro não é namoro). E é isso mesmo. Como é que eu posso imaginar um futuro com alguém se eu nem sei onde vou estar em janeiro?

Será que vou encontrar um cara que esteja disposto a seguir comigo, para qualquer lugar do mundo que eu possa ir?

Sad, but true...


3 comentários:

Bruna disse...

Vivis, a sua pergunta não tem resposta até que você esteja vivendo-a. Somente aí ela será respondida e talvez da maneira que você menos espera.

Este caso do namoro a distância, de 2 fins de semana em 4 meses, é super complicado... pra eles ficarem juntos eles terão que fazer um esforço descomunal, e este esforço só será feito se eles quiserem mesmo ficar juntos. Ao que eu percebi, um deles já não quer.

A gente só consegue ver futuro quando tem segurança na relação, quando a gente sabe que os dois olham na mesma direção (e isso é mais que amor)... e quando a gente tem segurança todas as perguntas e todas as dúvidas são respondidas.

Boa viagem de vinda pra SP. Cuida da nossa amiga, tá?

Beijos.

Arthur disse...

Sempre, sempre, sempre tem alguém pra quem quer achar alguém. ;]

Deisezinha disse...

Flor do lácio, pare de arranjar desculpas e justificativas. Você não precisa delas.
Você só escolherá quando tiver que escolher. Por agora viva, somente, viva...